A 2ª Copa do Mundo foi disputada na Itália, e curiosamente foi a única vez que a seleção que sediava a Copa teria que passar pelas eliminatórias (a Itália passou derrotando a Grécia por 4x0).
O Uruguai, que havia vencido 4 anos antes, não quis participar devido ao fato da maioria das seleções europeias não terem disputado a 1ª Copa no Uruguai 4 anos atrás.
A seleção inglesa também não quis participar das eliminatórias e acabou ficando fora da Copa.
O Brasil não teve que passar pelas eliminatórias pois seu adversário, o Peru, desistiu e o Brasil se classificou automaticamente.
Passadas as eliminatórias, 16 seleções se classificaram para a fase oitavas-de-final (Itália, EUA, Alemanha, Bélgica, Tchecoslováquia, Romênia, Áustria, França, Suíça, Holanda, Hungria, Egito, Suécia, Argentina, Brasil e Espanha).
Novamente uma briga entre entidades atrapalharia o Brasil a se destacar numa Copa do Mundo. O futebol no país era comandado por duas entidades, a CBD (que comandava os times "amadores") e a nova FBF (Federação Brasileira de Futebol), que comandava o lado profissional.
A CBD decidiu que levaria à Copa apenas jogadores de times "amadores", o que deixaria de fora do mundial a maioria dos craques brasileiros, que haviam se convertido ao profissionalismo.
Mas a CBD, ainda assim, foi atrás de alguns jogadores profissionais, oferecendo dinheiro para que participassem do torneio. A oferta era muito maior do que seus salários.
Alguns jogadores (como Leônidas da Silva) se deixaram seduzir pela oferta da CBD, mas a mesma sempre negou o ocorrido, alegando que os jogadores teriam ido e cooperado por desejo próprio.
O Palestra Itália (atual Palmeiras) teria até "escondido" alguns de seus jogadores em uma fazenda, temendo que eles aceitassem a oferta da CBD.
Apesar da ida de alguns de seus melhores jogadores, o Brasil perdeu logo em seu 1º jogo para a Espanha por 3x1, e foi de cara eliminado da competição.
O italiano diretor fascista Benito Mussolini tinha uma filosofia aplicada à seleção italiana, ganhar ou ganhar. Por isso, algum tempo antes do início da copa, a seleção da Itália procurou alguns craques mundiais para que estes fossem naturalizados italianos e pudessem ajudar a seleção a ganhar a Copa do Mundo. Foi o caso, por exemplo, do brasileiro Filó.
Apesar de tantos craques naturalizados, a Itália goleou apenas uma vez, nas oitavas-de-final (7x1 nos EUA), todas as suas outras partidas foram vencidas por um gol de diferença, até a final, quando derrotou a Tchecoslováquia por 2x1.
A Itália se consagraria campeã da 2ª Copa do Mundo, em seus domínios. Benito Mussolini achou uma campanha ideal para um regime ditatorial em ascenção.
Para Jules Rimet (o "criador" das Copas do Mundo) foi uma decepção ver seu sonho esportivo usado para fins políticos.
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